O que é plataforma de negócios

O que é plataforma?

Uma das expressões mais usadas no mundo das startups é PLATAFORMA. Atualmente, muitos projetos, MVP’s e negócios vêm surgindo amparados nessa “forma de ser”. Ao mesmo tempo, muitos desses negócios vêm dando prejuízos gigantescos, ou se mostrando insustentáveis e altamente onerosos. Não só startups como também empresas tradicionais desenvolvem plataformas com o objetivo de gerar ganho para todos, coletar dados, criar uma comunidade… Enfim, se manterem atuais em uma era de grande mudança.

Sangeet Poul Choudary, autor de dois grandes livros sobre esse conceito (Platform Revolution e Platform Scale), começou a trabalhar em 2012 com o assunto, a partir da percepção que, em um mundo altamente conectado, quem atuasse como PLATAFORMA da maneira certa sairia ganhando.

Importante ressaltar que nem todos os negócios focados em PLATAFORMA são de Economia Colaborativa, ainda que os primeiros exemplos que venham a nossa cabeça sejam categorizados assim.

Vamos lá! A maior parte de vocês já deve saber que PLATAFORMA tem o objetivo de conectar as partes: quem produz com quem quer comprar, quem tem o serviço com quem quer utilizá-lo. Cria-se, assim, valor para todas as partes.Mas, para que isso aconteça com sucesso, é fundamental prestar atenção na curadoria a ser feita nesse ambiente. Ela é fundamental para dar alto nível para a PLATAFORMA e, de fato, gerar valor para as partes. Sem esse trabalho é muito difícil o cliente perceber valor. Baixo nível de produtos/serviços/clientes = “local” sem valor.

Diariamente, sem exceção, todos nós usamos algum serviço baseado em plataforma. Muitos – e eu não sou diferente – descrevem o seu negócio como uma PLATAFORMA . A expressão é mainstream, mas o modelo é bem antigo. O exemplo mais interessante talvez sejam as feiras de rua que acontecem desde a Grécia Antiga, que recentemente se consolidaram como galerias e shoppings centers, e que agora já são sites e apps. Importante dar essa olhada para o passado, para nos darmos conta que apenas digitalizamos o conceito. Claro! Assim, podemos colher mais informações, tomar melhores decisões e ser mais efetivos.

Atualmente, os principais negócios que são PLATAFORMA são: AMAZON, AIRBNB, GOOGLE, FACEBOOK e UBER. Esse tipo de negócio é altamente valorado a partir de sua “comunidade”, e das possibilidades que são geradas a partir dela.

Independente se o negócio é uma feira a céu aberto,  um shopping center no meio de uma capital, ou um app de serviço instalado no seu smartphone, todos tem a mesma estrutura em comum:

  • Participantes: diversos vendedores e diversos compradores ao mesmo tempo em um app, interagindo entre si para fazer o melhor negócio;
  • Estrutura: produtos, variedade, excesso de oferta/demanda, reunir todos em um mesmo local para gerar valor para todas as partes;
  • Filtro/feedback: localização, a faixa etária dos participantes, o nível socioeconômico dos participantes, os produtos a ser ofertados.

O objetivo das referências acima é ilustrar cada um dos pontos, sabendo que para cada negócio cada parte desta estrutura terá razões mais específicas. Voltando ao assunto, antigamente o filtro era feito a partir da observação, e completamente intuitivo; Hoje, a partir de dados e extremamente objetivo. A objetividade da informação é a principal mudança para evolução e adaptabilidade do conceito.

Pensando em algo offline para equiparar ao online: Por que shopping center?

  • Participantes: lojas abertas das 10h as 22h, sempre no mesmo local, e clientes curiosos e necessitados que sabem onde encontrar o que precisam;
  • Estrutura: local seguro, várias opções desde lazer a oportunidades de aquisição de produtos;
  • Filtro/Feedback: localização do shopping center ser adequada com o público, perfil das lojas, restaurantes e campanhas de marketing adequadas ao público certo;

Toda PLATAFORMA tem o mesmo desafio: o que é mais importante: o vendedor ou comprador? Inclusive, nos livros que tratam do assunto, é comum existir capítulo destinado ao questionamento “O ovo ou a galinha?”. Assim, embora tenhamos a tecnologia ao nosso favor e a possibilidade de utilizarmos dados para uma análise extremamente objetiva, a dúvida que sempre está na cabeça do empreendedor é: quem devo atrair antes? E por que?

Aquele que chegar na resposta, tem a galinha dos ovos de ouro.

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