A minha relação com o esporte

A Minha Relação com o Esporte

O futebol, logicamente, foi a introdução do esporte na minha vida desde muito cedo, seja acompanhando os jogos do Inter com meu pai ou jogando bola no jardim de infância (onde segundo as professoras eu queria organizar as posições do time). Porém, quando minha mãe foi me inscrever na escolinha do ginásio municipal “Tesourinha” em Porto Alegre, as vagas estavam esgotadas, já que eram preferencialmente para as crianças que já faziam alguma outra atividade com a Secretaria Municipal de Esportes. Com essa informação, minha mãe me inscreveu no esporte em que ainda havia vagas: Basquete – para, no ano seguinte, entrar no futsal. Assim começou a minha relação com o esporte.

 

Eu tinha somente 7 anos e, claro, fiquei chateado por não poder jogar futebol. Mas, bastaram algumas aulas do novo esporte para eu me apaixonar por algo inusitado em uma família de baixinhos (minha mãe tem 1,58 e meu pai 1,71), que não tem nenhum outro registro desse esporte na árvore genealógica.

A minha relação com o esporte

Time do Tesourinha 1997

 

No Tesourinha, joguei até os 10 anos, quando passei em um teste para treinar no Grêmio Náutico União e conheci uma outra realidade do esporte de base. Adorei de imediato e vi aquele era o mundo onde eu queria estar.

Fui atleta do União até os 13 anos, quando “virei a casaca” e fui jogar na SOGIPA, onde joguei por mais 3 anos. Perdi o tesão de treinar para jogar sempre os mesmos campeonatos contra os mesmos times e com mínimas perspectivas de mudança no cenário do esporte no Rio Grande do Sul que, na época (2005), contava com apenas 6 equipes disputando o campeonato adulto (sem evolução até hoje).

Título Estadual pelo União contra a SOGIPA em virada histórica contra meus futuros colegas

 

 

O companheirismo com os amigos de uma vida inteira, a dor das lesões nos tornozelos, a festa pelo ponto da vitória no último segundo de jogo, a repetição dos movimentos diariamente, são coisas que ficam para sempre, assim como a oportunidade de estudar em excelentes colégios com bolsas de estudo integrais desde os 12 anos e várias características da minha personalidade.

Título Sul Americano pela SOGIPA com os amigos Ivan e Bernardo hoje pai da minha afilhada Catarina

 

Talvez seja clichê, mas realmente é difícil separar do esporte quem eu sou em todos os âmbitos da minha vida. Com certeza posso destacar diversos pontos positivos que desenvolvi desde cedo através do basquete, como a disciplina proveniente dos treinos diários por vários anos, faça chuva ou faça sol; a capacidade de trabalhar sob pressão, oriunda de enfrentar frequentemente um lance livre diante da torcida adversária ou as reprimendas explosivas dos técnicos; a persistência para levantar após ser derrubado na quadra por um adversário 30cm maior e 40kg mais pesado; o ímpeto para disputar um esporte de altíssima intensidade em que “descansamos” no ataque, pois qualquer vacilo na defesa é ponto sofrido; e a prática de me colocar à prova, arriscando e errando diversas vezes, sabendo que posso perder, mas sempre darei meu melhor.

 

Desde cedo, a minha alta competitividade foi canalizada para um esporte coletivo, onde aprendi a importância do espirito em equipe e a relevância de cada um dos membros do time para um benefício em comum: do baixinho (neste caso, eu) que arma as jogadas para o time, até o pivô que impõe respeito, faz poucas cestas, e abre de espaços para os colegas, ou a estrela do time que faz muitos pontos e está sempre com a bola.

 

Atualmente, canalizo essa competividade de outra forma que acredito tem me feito crescer: corridas de média e longa distância. A manutenção do ritmo, a força mental, o desafio de longo prazo com muita preparação, planejamento e execução agregam na minha evolução humana também.

A minha relação com o esporte

 

Esporte sempre será tudo de bom. Para praticar, assistir, torcer, evoluir como ser humano. Mas, confesso que nesse momento de quarentena está difícil treinar. Seria fácil falar que estou conseguindo normalmente, que consigo correr na sacada ou treinar todos os dias com galão de água e botijão de gás. A verdade é que falta quase tudo que amo na prática esportiva: competição, desafio, companheirismo, cobrança e orientação do treinador, adrenalina. Contudo, como o esporte me ensinou a ver o lado bom da vida mesmo nos momentos difíceis, ainda tem um pouco de endorfina nos treinos adaptados em casa. E, mesmo sem a mesma rotina de exercícios, dá para aprender e se emocionar com o documentário do Chicago Bulls, as reprises das Copas do Mundo, das corridas do Senna e dos jogos do Guga. Esporte sempre estará presente, da forma como for, para o bem e a evolução.

 

Leia também: SaudadesSurfe na quarentena

Gostou? Show! Bora compartilhar com a galera?

Share on whatsapp
Share on telegram
Share on twitter
Share on linkedin
Share on facebook
Share on email

Conheça as Campanhas

Explorar

Realize seu Sonho

Criar Campanha

Login

Nunca passou por aqui?