Emanuel Schwingel no blog da Alster - Transformamos o esporte a partir da colaboração

Subindo a Serra do Rio do Rastro pedalando!

Neste meu primeiro post aqui no blog da Alster, vou pular algumas etapas de como e quando iniciei minha vida no ciclismo e ir direto a um desafio que eu me propus a fazer em 2019: subir a Serra do Rio do Rastro pedalando! Sempre quis conhecer esse local e nunca me organizei para isso, até que um dia, um amigo me falou: “Cara, me inscrevi! Vamos subir a Serra pedalando?” Fiquei um pouco pensativo e respondi que “iria ver”, aquela resposta que é quase um não. No fim das contas, me inscrevi e programei a ida para março de 2019.

 

Durante a programação para ir ao evento, um casal de “gringos” que são amigos meus e da minha noiva confirmaram a vinda para o Brasil, e seria na mesma data do evento. Para não ficar ruim para ninguém, expliquei para eles a situação, mostrei as fotos espetaculares do lugar e os gringos concordaram em ir junto, sem hesitar. “This place looks amazing, let’s go together”.

 

Comecei a treinar no início de dezembro de 2019, fazendo mais subidas na região montanhosa em que moro (Gramado/RS). Tudo estava dentro do programado, até que me acidentei. No dia 17/12/2018 sai para treinar e estava descendo uma ladeira na estrada de chão, um senhor de carro cortou minha frente e… me quebrei. Na verdade, foram duas fraturas: uma no primeiro metatarso da mão esquerda e a outra na cabeça do radio do braço direito. A segunda fratura foi tranquila, apenas utilizei tipoia e logo fiquei bem. A primeira fratura foi um pouco mais complicada, tive que fazer uma microcirurgia para inserir dois pinos para o osso calcificar no lugar certo.

 

Questionei a médica sobre o tempo de retorno e me preocupei: 2 a 3 meses para voltar a pedalar. Imagina, isso seria no fim de fevereiro ou em março, depois do evento. Não me desesperei e segui tudo que a médica e os fisioterapeutas me passaram. Retornei aos treinos entre 15 e 20 de fevereiro, restando apenas 20 dias para o evento.

 

Houve muitas dificuldades iniciais por falta de preparo físico. Fiz treinos muito fortes em subidas íngremes na região, fiz o que foi possível até o dia do evento.

 

Encontramos os “gringos” em Garopaba/SC, cidade cerca de 130km da Serra do Rio do Rastro. Passamos alguns dias com eles lá até que chegou o dia do evento, hora de partir. Para dificultar um pouco, ainda no trajeto de carro, pegamos uma chuva torrencial na saída da cidade até a chegada a Lauro Muller, cidade localizada no “pé” do Rio do Rastro.

 

Quando chegamos, ainda escuro, a chuva amenizou e permaneceu nublado até 10min antes da largada. O desafio da Serra do Rio do Rastro reúne atletas amadores, profissionais, deficientes e crianças. O que mais me motivou no dia foi ver e conversar com um ciclista que era pai de um menino cadeirante com deficiência mental. O guri ia subir a serra com o pai num reboque reformado, puxado pela bicicleta do pai. Achei aquilo emocionante e me motivou demais para largar.

 

Meu objetivo era completar a subida em menos de 2 horas. Depois de tudo que pesquisei sobre o local e de ter conversado com amigos e atletas que possuem um desempenho parecido com o meu, isso parecia totalmente possível.

 

Dada a largada abaixo de muita chuva, tive dificuldade em “me livrar” do pelotão até que se iniciou a subida. Quando as partes mais íngremes iniciam, “o bicho pega!”. A subida tem um total de 24km, sendo os últimos 6km os mais difíceis e desafiadores. Consegui conduzir minha bike sem muita dificuldade no meu ritmo até os últimos 6km, onde começou a pesar a parte psicológica. A chuva, a mente, o corpo e ciclistas me ultrapassando… Pensei que não conseguiria terminar a prova e cumprir meu objetivo. Fui levando no meu ritmo com outro parceiro que conheci durante a subida, fomos conversando até que decidi: vou dar um sprint até o final.

 

Para ficar mais claro o que são os 6km finais, levei 1h para fazer este trecho. Desgastante demais.

 

Minha meta inicial de concluir a prova em menos de 2h foi atingido com sucesso. Finalizei o evento com o tempo de 1h e 52min. Experiência incrível e desafiadora que recomendo a todos apaixonados pelo ciclismo.

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