Saudade do vôlei

Saudade do Vôlei

Atualmente, nos encontramos em uma situação terrível, onde tudo que nos resta são memórias. E há, para cada memória, um sentimento especial. Mas, posso dizer com convicção que todas as lembranças se atrelam à saudade. Até nas mais tristes e dolorosas, sentimos falta da oportunidade de dar tudo errado, ou da esperança que dê tudo certo.

 

Temos toda essa energia acumulada esperando ter um ponto de start para explodir. Então, qualquer acontecimento, por menor que seja, se torna muito perigoso.

 

Sinto falta de liberar minhas dores e raivas no adversário. Ironicamente, sinto falta até mesmo do adversário. Da adrenalina dos jogos, da imprevisibilidade de cada movimento, de deixar o corpo entrar em transe e ser movida somente pela técnica, instintos e muita paixão.

 

O vôlei era meu ponto de start. Um time inteiro em sintonia com um objetivo em comum: não deixar a bola cair. Muitas vezes a deixávamos cair, porém nunca paramos de tentar manter ela no ar.  A cada jogo, entrávamos em quadra como se nossas vidas dependessem daquilo e, naquele momento, realmente dependiam.

 

Um time é uma ligação que ninguém que não faz parte de um entenderia. São pessoas que poderiam nunca se conhecer se não fosse pelo esporte, pessoas que têm as mais diversas diferenças e implicâncias, mas que, nos sets, para elas nada mais importa a não ser permanecerem unidas até o fim.

 

Acho que isso reflete muito neste momento de solidão. Não podemos deixar esta bola cair, não agora. Pois, agora, nossas vidas – de fato – dependem disso. Temos que fazer este set durar bem mais do que meia hora. Então, vamos nos unir por esta causa comum e lutar por ela juntos até o final. No entanto, de uma forma alternativa da qual não estamos acostumados, pois união agora significa estarmos separados.

 

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