João Pedro Castilhos no blog da Alster - Transformamos o esporte a partir da colaboração

A inovação é agora.

Já faz algum tempo que estamos escutando que precisamos inovar, que a inovação é o futuro e que as empresas e entidades esportivas que não acompanharem essa nova dinâmica do mundo que vinha surgindo ficaria para trás. Esse tipo de fala virou um clichê, mas acredito que os clichês viram clichês por alguma razão importante. Inovar virou um mantra, assim como a busca por um propósito.  

 

No entanto, ninguém contava que aquelas previsões quase proféticas de que o mundo iria mudar cada vez mais rápido se cumpriria da forma como foi e, muito menos, que seria acelerada por uma pandemia de tamanha proporção.  

 

De uma hora para outra o mundo se tornou uma grande videoconferência, as lives tomaram conta do nosso dia a dia de forma caótica e vimos o Big Brother Brasil se tornar quase que o único entretenimento ao vivo depois do cancelamento de todos eventos esportivos do mundo, inclusive sendo alvo de apostas em sites esportivos. Além dos efeitos causados na indústria do entretenimento, a pandemia vem causando um abalo na economia do mundo inteiro, empresas fechando, taxas de desemprego altíssimas e uma mudança do status quo jamais vista em nossa história recente.  

 

Não quero aqui dissertar sobre os impactos econômicos que estamos sofrendo e ainda sofreremos com essa pandemia, mas quero evidenciar o fato de que muitas empresas estão correndo atrás do tempo perdido para inovar e, de alguma maneira, amenizar as perdas ou até mesmo se reinventar e encontrar formas de crescer e se posicionar positivamente em meio a esse período turbulento. Se até alguns meses atrás falava-se que as empresas precisavam se reinventar e adotar um mindset voltado à inovação, hoje esse mindset teve de ser implantado a fórceps para dentro de muitas organizações, principalmente na indústria esportiva 

 

Se tem uma indústria que está sendo afetada com tudo isso é a do esporte, os prejuízos para clubes e federações são incalculáveis e a tristeza dos torcedores de não terem um jogo de futebol, uma corrida de Fórmula 1 ou uma partida de tênis para assistir é ainda maior em um cenário em que somos obrigados a passar mais tempo em casa do que nunca. 

 

Falando mais especificamente do futebol, os clubes e federações estão tentando ao máximo criar novas formas de gerar entretenimento e engajamento para seu público, mas hoje, a competição não é apenas  com outros clubes de futebol ou com outros esportes, é também com o Netflix, com a Amazon Prime Video, Disney, Fortnite, FIFA e uma lista enorme de players que desejam uma das coisas mais valiosas que o usuário pode dar hoje em dia: a sua atenção.  

 

Essa visão ainda é um tanto quanto nova para o mercado do futebol no Brasil, ainda que venha crescendo de forma rápida. Aqui na Europa, as entidades esportivas na sua maioria já possuem estratégias de inovação e digitalização bem definidas e, neste período sem eventos ao vivo, apesar de todas as dificuldades, estão se concentrando prioritariamente em gerar mais conteúdo e engajamento aos seus fãs, e não em iniciar uma estratégia digital do zero.  

 

No entanto, entendo que essa é uma oportunidade única que os clubes no Brasil têm de absorver a cultura de inovação e de se digitalizarem, para que possam estar mais próximos do seu torcedor nesse momento delicado e, através de uma estratégia de Fan Engagement consigam criar mais pontos de contato com seus fãs, gerar mais receita para o clube, entregar mais conteúdos de qualidade aos torcedores, e se valer do fato que o futebol e o esporte, no geral, tem uma conexão muito forte com seu público. Por isso, os clubes possuem uma facilidade enorme para captar dados e informações valiosas dos seus seguidores. 

 

Finalizo com boas notícias, pois algumas iniciativas muito interessantes já estão sendo desenvolvidas para fomentar o ecossistema de inovação e tecnologia no esporte brasileiro. Por exemplo, o lançamento recente do novo aplicativo do São Paulo Futebol Clube (SPFC App), que é o primeiro produto do SPFC Lab, fruto de uma parceria entre a Sportheca (iniciativa que faço parte) e o clube paulista. Essa e outras iniciativas nos dão a certeza de que algo de bom tiraremos de tudo isso e que o esporte brasileiro irá se reinventar.  

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