surfe na quarentena

Surfe na quarentena

E eis que, de um dia para o outro, o mundo muda. A pressa dá lugar ao tédio, os ruídos dão lugar ao recolhimento, e o isolamento pode dar lugar à dor. E agora? Surfe na quarentena.

Seguindo a sugestão do meu amigo André Richter, decidi escrever sobre como está sendo a vida de um surfista de 21 anos que optou por deixar Porto Alegre para viver o isolamento social na praia, permitindo-se fazer aquilo que mais ama todos os dias.

 

Eu entendo que muitas pessoas estejam se sentindo bem mal por conta do isolamento social. Basta ouvir os relatos de alguns amigos, ou de psicólogos e psiquiatras. Meu objetivo aqui é mostrar como o surfe ajuda a lidar não apenas com o difícil momento que estamos vivendo, mas com os demais desafios que certamente surgirão na trajetória de cada um.

 

Ontem de tarde, por exemplo, eu surfei completamente sozinho. Algo ruim? Não mesmo. Quando nos silenciamos, nosso coração se abre para contemplar as belezas do mundo. Passei por dezenas de pássaros lindos, pude admirar o contorno das dunas e curtir a calma que era ouvir apenas o som da minha respiração e das ondas quebrando atrás de mim. Foi inevitável elevar meu pensamento aos Céus e agradecer a Deus por ter criado coisas tão belas.

 

Paz

Costumamos estar sempre conectados às mídias, e isso faz mal para a paz interior. Além das amizades e dos benefícios físicos trazidos por todo esporte, o surfe permite que deixemos para trás as notícias da pandemia, as notificações do celular, o feed do Instagram, o barulho da televisão… Esse silenciamento para aquilo que está fora, leva o homem a um encontro mais profundo com aquilo que está dentro; a um encontro mais profundo com seu coração.

 

O surfe faz com que eu sempre tenha motivação para levantar cedo e me pôr em movimento. Comer, me vestir, ir até a praia, me alongar e remar, remar, remar. Quanto maior estiver o mar, maior será o desafio de chegar ao fundo, mas maior também tende a ser a recompensa. Assim, independente de quantas ondas tiver pego, o restante do dia não será o mesmo. A mente do surfista muda, e um dia surfado já é um dia pelo qual se valeu a pena viver.

 

Surfe é mais

Portanto, perceba que o surfe não é apenas uma atividade física, mas algo maior, que por si só ajuda a vida a ter mais significado. O psiquiatra Viktor Frankl, sobrevivente do Holocausto e fundador da Logoterapia, afirma que uma das maiores dificuldades do homem moderno é encontrar um sentido para a sua vida. Minha experiência pessoal – e de muitos amigos que esse esporte me deu – é de que esse problema pode ser resolvido, em parte, com o “esporte dos reis havaianos”. Pode ter certeza de que o surfe não substitui a religião, a caridade, nem o convívio familiar. Mas garanto que ele contribuirá muito para que sua vida tenha um significado maior, seja mais feliz e te traga mais paz e saúde. Então, surfe na quarentena.

 

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