“jogando” vôlei enquanto empreendo

Desde pequeno, sempre tive uma boa influência da minha mãe. Observava ela doar agasalhos e alimentos para pessoas que apareciam em frente à minha casa pedindo. Diria que foi ela a responsável por plantar a sementinha do altruísmo e da empatia em mim. 

 

Ao longo da minha trajetória acadêmica, professores, mentores e funcionários passaram por mim, fazendo com que eu cada vez mais aprendesse e me desenvolvesse como estudante/profissional e, principalmente, como pessoa! Quem mais me marcou foi o professor Pablo Menezes, meu treinador de vôlei. 

 

 

Eu sempre fui meio tímido e introvertido. Mudei, após anos de aprendizado com o professor Pablo, que é uma pessoa que, literalmente, consegue despertar as melhores potencialidades naqueles que cruzam com ele. Comecei a treinar vôlei em 2013. Eu era o último reserva, era pequeno, quase passava por debaixo da rede sem me abaixar e mal tinha força para dar um toque por cima dela. Quando me formei em 2017, era o capitão do time. 

 

Por trás dessa história, existe um grande treinador.  O Pablo, ao final de cada treino, sempre faz um momento de conversa, que acaba se tornando uma fonte imensa de motivação e aprendizado, quase sempre repleta de lições para o vôlei e para a vida. Uma das coisas que ele sempre faz é não escolher o time que joga pela habilidade, mas sim pela dedicação e presença de cada membro do grupo.

 

Eu e o meu treinador Pablo

 

 

A partir dos aprendizados no vôlei e da educação que tive em casa, tive estrutura para criar um grupo de voluntariado em 2016 (que hoje já realizou aproximadamente 80 projetos em dois abrigos de crianças) e para começar a empreender um negócio de impacto social. Esse empreendimento se chama Muda e vai atuar com adolescentes de escolas públicas. O projeto busca incentivar o processo formativo de jovens, por meio de uma metodologia pedagógica ativa em forma de gamificação, estimulando, assim, que esses alunos se tornem cidadãos com propósito e responsabilidade social. Iremos trabalhar um leque de temas complementares ao currículo escolar, como por exemplo: autoconhecimento, propósito de vida, competências sociais e empreendedoras, finanças, sustentabilidade e profissões. 

 

Desde o primeiro projeto social que participei, observei que aquela troca tão rica que somos capazes de fazer com outras pessoas, que gera um desenvolvimento em ambas as partesfazia sentido na minha vida. Entendo que sou um privilegiado pelas oportunidades que tive de aprender e me desenvolver. Por isso, acredito que, assim como no vôlei, todos somos capitães (líderes) e devemos estar dispostos, sempre que possível, a dar suporte ao restante do time, para que assim possamos caminhar em direção à vitória (uma sociedade mais justa).  

 

Reconheço que o esporte teve e tem um papel fundamental na minha vida, e o Pablo, por meio do vôlei, me incentivou a desenvolver liderança, confiança, trabalho em equipe, persistência e demais competências sociais que foram fundamentais para eu estar onde estou e são essenciais para qualquer pessoa que almeje alcançar seus objetivos. Hoje, eventualmente, jogo vôlei de areia e, quando posso, visito minha antiga escola, para matar a saudade do vôlei, do time e do treinador, que acabou se tornando um segundo pai e uma das pessoas que mais admiro. 

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