Retomada da Bundesliga e os reflexos no controle à covid-19

A importância da retomada da Bundesliga para a indústria do futebol e os reflexos no controle à COVID-19

Neste sábado, 16/05, a primeira grande liga do futebol mundial retomará seus jogos.

 

A Bundesliga, liga alemã, sem partidas há dois meses, mas treinando há mais de um mês, segue uma série de medidas rígidas de saúde para dar sequência ao reinício das atividades.

 

O médico alemão, Dr. Tim Meyer, um dos responsáveis pela retomada da competição, explicou, em entrevista ao canal oficial da Bundesliga, que a estratégia adotada para o recomeço da liga se baseia em três principais pilares:  1) o monitoramento da COVID-19; 2) a rigidez no controle à higiene e manutenção do distanciamento social nos treinos e partidas, no que possível; e 3) a realização constante de testes.

 

Seguindo esses pilares, ficou determinado que para a rodada da retomada os atletas teriam que ficar uma semana de quarentena antes da partida. Bem como foram orientados a não cuspir, não comemorar gols em grupos e não cumprimentar os companheiros de equipe e adversários tocando as mãos.

 

Vale observar que as estratégias adotadas se baseiam nas orientações da OMS – Organização Mundial da Saúde, se adequando à especificidade do futebol, em busca da convergência entre o controle do Coronavírus e a realização de um jogo de futebol.

 

Para a indústria do futebol, e economia mundial, a retomada da Bundesliga é um importante passo em prol do equilíbrio econômico e competitivo, mas muita preocupação é gerada ao entorno da retomada. Tanto torcedores como pessoas envolvidas diretamente com o futebol estão inseguras e incertas sobre o futuro do esporte e da humanidade.

 

Há relatos de torcedores que acham inadmissível a retomada, seja pelo risco de contaminação em razão da inevitável aproximação das pessoas – ao menos 300 pessoas são necessárias para que uma partida da Bundesliga ocorra – seja porque estão “desperdiçando” testes para examinar frequentemente os jogadores.

 

Indiscutivelmente trata-se de uma situação de difícil resolução, nos encontramos em um constante dilema entre a saúde e economia, seja no esporte ou em qualquer outra indústria.

 

Qual priorizar, saúde ou economia? Não devemos escolher uma bandeira. Temos, e somos capazes, de encontrar medidas para que ambas caminhem juntas.

 

O equilíbrio é fundamental e é o que precisamos nesse momento. Os prejuízos são astronômicos, econômicos e vidas perdidas, mas se esconder da crise e esperar ela passar não é o caminho.

 

Devemos enfrentá-la e encontrar soluções para nos reerguer, caso contrário adoeceremos de outras enfermidades, físicas e/ou mentais.

 

Os prejuízos na indústria do futebol já chegaram a patamares alarmantes, colocando em risco sua existência, caso nada seja feito. O que afetaria milhares de trabalhadores.

 

No Brasil – de acordo com o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, em entrevista ao UOL Esporte – estima-se que o futebol corresponde a 0,72% do PIB – Produto Interno Bruto do país, o que equivale a cerca de R$ 54 bilhões na movimentação da nossa economia, ou seja, uma atividade de relevância considerável.

 

São mais de 150 mil empregos ligados à modalidade, 150 mil famílias dependendo do futebol para sobreviver.

 

O Secretário Feldman afirmou, ainda, que com a paralisação das competições “O impacto nesse momento [abril/2020] seria algo semelhante a R$ 4 bilhões”. Muito preocupante, levando em consideração a difícil situação enfrentada pela maioria dos clubes brasileiros antes mesmo da pandemia.

 

E, é claro, a crise não abalou apenas a economia do futebol brasileiro, a Europa como um todo foi afetada, inclusive os ingleses, donos da liga mais rica do mundo, a Premier League. No começo de abril a previsão apresentada pelo CEO da liga inglesa estimava um prejuízo de £ 1 bilhão, o que hoje equivale a R$ 7 bilhões.

 

Considerando os dados e informações apresentadas, e olhando para o futebol como uma grande ferramenta cultural, social e de saúde, considerado o esporte mais popular do planeta, acredito que a retomada do futebol possa ter um importante papel no controle da COVID-19.

 

Digo controle porque teremos que aprender a conviver com o vírus, adotando as medidas de combate e proteção à saúde. De acordo com a OMS o Coronavírus pode nunca mais ir embora.

 

É sobre esse ponto que devemos nos ater, como lidar com a COVID-19!

 

Em razão disso que, além de nos protegermos, é importante encontrarmos soluções que nos possibilitem a conviver com a doença. E para isso, precisamos de criatividade, inovação e coragem – para através de experimentos encontrar um caminho que possibilite retomarmos não só o futebol, mas também outras atividades importantes para a economia mundial.

 

O futebol alemão já deu o primeiro passo, a Bundesliga retornará, espero que corra tudo bem e sejam encontradas soluções para driblar o Coronavírus e celebramos novas conquistas.

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